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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Há muito chão pela frente

JORNAL DIARIO DE SANTA MARIA

Ainda há muito caminho até que a obra definitiva da BR-158 vire realidade. Mais de quatro meses depois do começo da elaboração do edital para a contratação de uma empresa que elabore o projeto, recém o Dnit está definindo a ganhadora.

Ontem, o órgão apresentou o relatório sobre a documentação apresentada pela Azambuja Engenharia e Geotécnica, de Porto Alegre, única concorrente. O resultado não foi animador: a empresa foi considerada desabilitada por não ter preenchido todos os requisitos. Para não voltar à estaca zero, o Dnit espera que a situação seja solucionada até sexta-feira.

– Há um erro, mas é coisa simples. Uma declaração não foi entregue, mas a empresa apresentando dentro do prazo, a gente dá continuidade ao processo licitatório – explica o chefe substituto da seção de cadastro e licitações da superintendência regional do Dnit, Marcelo Teixeira.

Se a Azambuja vencer a licitação, irá definir que tipo de serviço será feito na BR-158 e orçar a obra. Mas a empresa não vai colocar a mão na massa. A escolha da empreiteira sairá de uma segunda licitação aberta assim que o projeto ficar pronto. Isso ainda não tem prazo para ocorrer.

Longe da solução

JORNAL DIARIO DE SANTA MARIA

Asfalto na pista foi colocado só agora, sete meses após pista ceder

O tempo passa, e os motoristas que utilizam a BR-158, entre Santa Maria e Itaara, seguem sem notícias animadoras. Amanhã completam-se sete meses que o trecho do km 320cedeu, e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ainda não definiu como será feito o conserto definitivo (leia página 10).

Na semana passada, os cerca de 60 metros da pista que cederam foram asfaltados. As fendas abertas nas duas pistas, no sentido Itaara-Santa Maria, só tinham sido preenchidas com cargas de pedra até então. O serviço já estava previsto pelo Dnit, que deve definir se a sinalização ficará a cargo da Cotrel, contratada emergencialmente, ou da Cbemi, responsável pela manutenção permanente da via.

O Dnit reforça que o trânsito nas duas pistas segue proibido. A recomendação aos motoristas segue a mesma: atenção às placas que delimitam a pista e indicam o desvio.

Como duas das três faixas estão interditadas, o trânsito afunila. Quem dirige em direção a Santa Maria usa a pista do meio, enquanto os usuários que vêm no sentido oposto passam pelo acostamento, que foi reforçado no começo do ano. Essa pista já está estragando em função da passagem de veículos pesados.

– É um problema que precisa ser resolvido o mais rápido possível. Há necessidade de reforço na sinalização, em especial placas que indiquem a redução da pista até cerca de 300 metros antes do local – alerta o chefe da 9ª delegacia da PRF de Santa Maria, Adão Lemos.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Há comida, mas falta segurança

JORNAL DIARIO DE SANTA MARIA

Estudantes da Escola Julio do Canto se alimentam em local interditado pela Defesa Civil por risco de desabamento

Enquanto as paredes rachadas sustentam um telhado cujas madeiras são devoradas por cupins, crianças se alimentam parecendo ignorar o risco que correm para matar a fome. O salão da Escola Municipal de Ensino Fundamental Julio do Canto, onde funcionavam a biblioteca e o refeitório da instituição, foi interditado pela Defesa Civil em dezembro do ano passado. Sem alternativas para abrigar a gurizada na hora do lanche, a direção argumenta que não consegue impedir a utilização do local pelos 380 estudantes e pede a ajuda da prefeitura.

A interdição do salão é uma consequência das chuvaradas do fim do ano passado e do início de 2010. Além de prejudicar o espaço, as enxurradas estragaram cerca de 70% do acervo da biblioteca (3 mil livros). A diretora, Ruth Cardoso, que está à frente da instituição há 13 anos, conta que já pediu ajuda à Defesa Civil e à prefeitura e diz sentir-se de mãos atadas.

– Se cair algo em cima deles, o que vou fazer? Eles já comem de pé, sentados, do jeito que der. Muitos alunos têm na nossa merenda a sua alimentação principal. Alguns comem nas salas de aula, outros no pátio, mas não consigo impedir que entrem no salão – diz a diretora.

A procuradora-geral do município, Anny Desconzi, que à época da interdição do salão era secretária de Educação, afirma que os problemas que ocorrem na Julio do Canto já se arrastam há alguns anos.

– É uma escola que foi crescendo sem planejamento e ficou sem espaço físico. Estamos em busca de uma área para construir uma nova escola. Até o final do mês, teremos esse local – garante a procuradora.

Urgência – O secretário de Educação, João Luiz Roth, o Titi Roth, conhece os problemas e garante que tem pressa para solucionar o problema:

– Sabemos da gravidade e da precariedade da situação e, por isso, estamos andando com velocidade para comprar esse terreno. A Julio do Canto será uma escola-modelo – promete.

Enquanto escola e prefeitura procuram uma solução para o problema da instituição, os alunos querem mais é se alimentar. Os lanches são preparados em um contêiner, por uma merendeira. Antes do vendaval da semana passada, as refeições eram feitas sob uma lona, que foi improvisada após a interdição do salão e acabou destruída pelas rajadas.

Para a aluna Stefanie de Lima, 11 anos, que, na sexta-feira, saboreou um prato de arroz com galinha e salada de maionese, o que importa é matar a fome.

– A comida aqui é muito boa. Chego em casa e vou comer só no café – diz a estudante do 6º ano.

ATC investirá R$ 1,9 milhões em Centro Poliesportivo

JORNAL A RAZÃO

O Avênida Tênis Clube (ATC) completou 93 anos, no mês de julho, e comemora esta data com várias mudanças na sua estrutura. A grande novidade é a concretização de um dos projetos mais ambiciosos do ATC: a construção do Centro Poliesportivo.

Com uma área construída de 3545 m2, o prédio irá contemplar três módulos, um com ginásio de esportes, outro com área de convivência e sauna e o terceiro com a piscina térmica. A piscina terá dimensões oficiais semi-olímpicas com oito raias que permitirá ao clube realizar competições a nível nacional. O espaço destinado à construção do empreendimento fica atrás das piscinas do clube. As obras já iniciaram e estão orçadas em cerca R$ 1,9 milhões.
O contrato com a empresa responsável pela fabricação e montagem da estrutura metálica do centro foi assinado no final de julho. O contrato referente à estrutura de concreto foi assinado nesta terça-feira.

O projeto arquitetônico do Centro Poliesportivo do ATC, que é da Lineastudio Arquiteturas, obteve o resultado de uma edificação de volumetria limpa, bem definida e de linhas contemporâneas, que valoriza os espaços internos integrando-os às àreas externas do clube. O projeto preza ainda, pelo conforto ambiental, relação coerente com o entorno e respeito ao meio ambiente. Tudo isso para melhor atender os associados do ATC, proporcionando lazer e entretenimento com cada vez mais qualidade.

O presidente do clube, Leomyr de Castro Girondi, consid

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Promessa de mais água

JORNAL DIARIO DE SANTA MARIA

Recipente fará o armazenamento durante os períodos de menor consumo

O verão pode ser menos sofrido para moradores da zona oeste de Santa Maria que sofrem constantemente com a falta de água, principalmente nos dias mais quentes. Isso porque a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) promete entregar, até o final de novembro, um reservatório com capacidade para 500 mil litros. O investimento deve beneficiar mais de 10 mil residências da Nova Santa Marta, do Parque Pinheiro Machado, da Caturrita e do distrito de Boca do Monte.

Inicialmente, a obra, de R$ 689,9 mil, deveria ter sido concluída pela Sul Cava Construções em agosto passado, mas a empresa ganhou um prazo de mais três meses, que vence em novembro. A expectativa é que a construção termine antes disso.

Na prática, o novo reservatório, que fica na Nova Santa Marta, irá fornecer água para regiões altas onde, devido à demanda, o líquido não chega às torneiras. O recipiente vai possibilitar que a água seja armazenada à noite, quando o consumo é menor, e distribuída durante o dia. Mas isso não quer dizer que todos os problemas serão solucionados.

– Não será o ideal, mas vai melhorar bastante – diz o chefe da unidade de saneamento da Corsan, em Santa Maria, Maximiliano de Moraes.

Para que o abastecimento deixe de ser um problema em Santa Maria, há outras obras da Corsan. Mas elas não têm previsão de início, por problemas burocráticos. A principal é a adutora que trará o dobro de água da Barragem de Val de Serra para Santa Maria. Falta instalar sete quilômetros de canos do distrito de Santo Antão até a Estação de Tratamento de Água (ETA), na Vila Vitória. O investimento é de R$ 6 milhões.

Burocracia – Também está nos planos a instalação de dois distribuidores, um que levará mais água para a Zona Leste, e outro, para a Zona Oeste. A obra custará mais de R$ 10 milhões. O que emperra os trabalhos, que já têm até as empresas escolhidas por licitação, é a desapropriação de terrenos por onde passarão os canos. Enquanto a situação de todas as áreas não estiver resolvida, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não libera o financiamento das obras. Como a conclusão dos distribuidores e da adutora, depois que as obras começarem, vai demorar um ano ou mais, é preciso ter paciência. E, de preferência, uma caixa d’água.